sábado, 10 de dezembro de 2011

amor bipolar

"Vou te tirar da minha vida". Cinco minutos depois uma musiquinha qualquer avisa que há uma nova mensagem no celular: "você é muito especial, não quero que termine assim". De tarde um almoço agradável se encerra com um "obrigado por me devolver a calma". De noite, algumas horas depois, a calma é tanta que você é ignorado em todos os meios de comunicação virtuais e não virtuais existentes. Em um dia você ganha um presente fofo, no dia seguinte você sequer ganha a resposta a um "bom dia". Em um mês você recebe um convite, algumas horas depois um bolo (não do comestível, que desce pela garganta e sacia a fome, mas do que te engasga pelo desprezo e te deixa com um vazio, no peito, não no estômago com aquele "nao vai da pra ir mais hoje"). Durante uns dias seguintes você é esquecido, até que um belo dia você é lembrado e volta a ser especial, importante e querido. Te põe aqui, te põe lá, em um amor bipolar do qual você não pode reclamar. Desculpa, mas um dia tudo cansa .Amor já exige naturalmente tanto, se ainda trouxer pranto e a cabeça doendo tanto, por pensar e tentar entender o outro, o caminho será um só: o fim (simples assim). Por que em um dia você vale horas agradáveis e no outro não há espaço para você em uma agenda vazia? Por que em um dia você é confiável para favores e desejável em uma lista de prováveis amores e no outro dia você merece um "o que que é que você tá me ligando?". Por que alguém que você ama muda ? Dois em um não presta nem em shampoo, vai prestar logo no amor?  Ter dúvidas no amor é tolerável, se relacionar com uma dúvida é enlouquecedor.

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